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CHERCHEZ LA FEMME - ANTÓNIO DA CUNHA TELLES (2025)
A INESPERADA CONFISSÃO DE CUNHA TELLES António Roma Torres Quando escrevi no Jornal de Notícias (13/10/1984) sobre Vidas (1983), o primeiro filme de ficção dirigido por António da Cunha Telles depois do 25 de Abril, em continuidade com o Meus Amigos (1974) de despedida do regime anterior, que Cunha Telles definiu como “um exercício do meu olhar sobre as pessoas que me rodeiam [sem] truques para fazer cinema porque não sei como é, nem quero saber [nem] pretendo também entret
António Roma Torres
há 9 horas6 min de leitura
LA GRAZIA - PAOLO SORRENTINO (2025)
O PRESIDENTE E O SEU LABIRINTO António Roma Torres Não deixa de causar alguma estranheza a decisão da distribuição do filme em Portugal que manteve o título original La Grazia em vez da sua tradução portuguesa A Graça, sendo que em ambas as línguas, como aliás também no inglês Grace, a palavra tem o triplo significado que o filme tenta glosar: a graça como poder do Estado ou da justiça, de perdoar alguma pena ou condenação; a graça, até eventualmente, divina que cobre deter
António Roma Torres
há 4 dias5 min de leitura
O ESTRANGEIRO - FRANÇOIS OZON (2025)
ENTRE A INDIFERENÇA E O ABSURDO A MORTE ESPREITA António Roma Torres O Estrangeiro de François Ozon (2025) é a primeira versão francesa da novela de Albert Camus (1942), sendo as anteriores do italiano Luchino Visconti (1967) e do turco Zeki Demirkubuz (2001). Diga-se também, que a tradução do título francês, L’Etranger, em português (e noutras línguas) poderia ser O Estranho, embora tenha sido a presente a utilizada em todas as traduções em língua portuguesa, do romance e
António Roma Torres
4 de mai.6 min de leitura
OS DOMINGOS – ROMARIA – SIRÂT – EL CAUTIVO
ESPANHA, ENTRE ONTEM E AMANHÃ António Roma Torres A exibição simultânea de quatro filmes espanhóis nas salas de cinema portuguesas permite apreciá-los em conjunto e tirar daí algumas conclusões. Estranhamente o espectador luso não está muito familiarizado com a produção cinematográfica do país vizinho. Conhecemos bem Buñuel, Saura, Almodóvar, em gerações e períodos históricos bem distintos. Mas do cinema de Espanha, ou das regiões autónomas que compõem o reino, pouco se sab
António Roma Torres
20 de abr.5 min de leitura
ENTRONCAMENTO - PEDRO CABELEIRA (2025)
FORA DE CAMPO António Roma Torres Talvez Verão Danado (2017) tenha sido para Pedro Cabeleira uma falsa partida como nas provas de atletismo. O certo é que agora, a sua segunda longa-metragem, Entroncamento (2025), passados oito anos, surge depois de um longo processo de gestação. E de permeio apenas uma curta-metragem, By Flávio (2022), não negligenciável na ainda obra mínima do realizador, prémio Sophia 2023 de melhor curta de ficção, teve direito a estreia em sala em
António Roma Torres
5 de abr.6 min de leitura
HAMNET - CHLOÉ ZHAO (2025)
COMO SE VIVE ENTRE OS MORTOS António Roma Torres Citei o título em epígrafe, precedido da conjunção adversativa mas e em forma de interrogação, de uma estrofe de um pequeno livro de poemas da importante pensadora do meio do século XX europeu e americano Hannah Arendt, na minha crónica sobre o anterior filme de Chloé Zhao, Nomadland (2020), no suplemento Ípsilon do Público de 21-05-2021, Um Veleiro à Porta da Garagem , que lhe mereceu três oscars (melhor realização e me
António Roma Torres
25 de mar.8 min de leitura
CRIME EM DIRECTO - GUS VAN SANT (2025)
UMA ARMA APONTADA AO CAPITALISMO António Roma Torres Gus Van Sant é de certa maneira um cineasta camaleónico capaz de filmar com igual eficácia diferentes ambientes e lógicas procedimentais ou até o ar do tempo de significativas décadas do passado, sempre procurando adaptar-se bem à lógica do material que tem pela frente. Já teve duas nomeações para o oscar de melhor realização por O Bom Rebelde (1997), com o prémio de melhor interpretação secundária para Robin Williams e
António Roma Torres
11 de mar.5 min de leitura
BLUE MOON - RICHARD LINKLATER (2025)
UM BRILHANTE MONÓLOGO António Roma Torres Richard Linklater, realizador norte-americano que se tem vindo a afirmar num registo ligeiro, mas de evidente interesse cinéfilo e historicista, realizou em 2025 dois filmes: Nouvelle Vague , já estreado em Portugal nesta temporada, e Blue Moon , que agora surge nos nossos ecrãs mas tinha antes sido anunciado como remetido apenas para o streaming . Nouvelle Vague , sobre a rodagem de O Acossado de Jean-Luc Godard e falado em francê
Antonio Roma Torres
8 de mar.6 min de leitura
VALOR SENTIMENTAL - JOACHIM TRIER (2025)
O VALOR SUBJECTIVO DOS OBJECTOS António Roma Torres E se de repente, contra todas as expectativas, Valor Sentimental , o sexto filme do norueguês Joachim Trier, saísse com o maior número de oscars na noite de 15 de Março em Hollywood? Em princípio um realizador europeu não aspira a um sucesso desses – mas Bertolucci saiu com nove oscars em 1988 com O Último Imperador que no fundo era, aliás, uma produção anglo-americana. E Anora no ano passado teve os cinco principais o
António Roma Torres
24 de fev.6 min de leitura
A GRANDE ELEANOR - SCARLETT JOHANSSON (2025)
A VERDADEIRA HISTÓRIA António Roma Torres O ser humano é desde sempre um contador de histórias. Mas enquanto vivo ele é sempre também desestabilizador das suas próprias histórias. Nada se pode dar definitivamente por terminado como pensadores como Hannah Arendt e Mikhail Bakhtin muito bem formularam nos difíceis contextos do nazismo e do estalinismo. Naturalmente com os riscos que isso comporta e consequentemente uma dimensão moral e ética que não é negligenciável. E isso é
António Roma Torres
28 de jan.7 min de leitura
NOUVELLE VAGUE - RICHARD LINKLATER (2025)
CINEMA AO AR LIVRE António Roma Torres Por cinema ao ar livre entenda-se, não a projecção a céu aberto, como a Câmara Municipal organiza no Porto em tempo de verão ou durante muito tempo foi regular no Cinema do Terço , ao Marquês, também na cidade, mas a saída das filmagens dos estúdios para a rua em pequenas equipas e não com os cortes de circulação das grandes produções, que foi uma das características da Nouvelle Vague francesa que o americano Richard Linklater agora n
António Roma Torres
23 de jan.5 min de leitura
MIROIRS Nº 3 - CHRISTIAN PETZOLD (2025)
NECESSIDADES DE REPARAÇÃO António Roma Torres Christian Petzold é não só o que se costumava designar como um autor, na velha teoria dos Cahiers de capa amarela sobre a importância de cada obra na biofilmografia de determinado cineasta, mas também como um dos nomes grandes do actual cinema europeu. Influenciado, a condizer, por Erich Rohmer, cineasta francês cujos filmes reviu de uma assentada no confinamento do COVID-19 (ver a experiência de Petzold com os DVDs vistos dura
António Roma Torres
6 de jan.4 min de leitura
O AGENTE SECRETO - KLEBER MENDONÇA FILHO (2025)
NO CUBÍCULO DO PROJECCIONISTA António Roma Torres O Agente Secreto de Kleber Mendonça Filho é sobre o encanto do cinema e no entanto tudo parece suceder de uma forma secreta cujo significado parece sempre meramente provisório. Não por acaso algumas cenas importantes passam-se no cubículo de um projeccionista de cinema, Alexandre (Carlos Francisco). Provavelmente como em Cinema Paraíso (1988). Mas o que no excelente filme de Giuseppe Tornatore era mediado magistralmente p
António Roma Torres
30 de dez. de 20254 min de leitura
HENRIQUE ALVES COSTA CINÉFILO INCONFORMISTA - MANUEL VITORINO (2025)
A ARTE E O EFÉMERO António Roma Torres Henrique Alves Costa: Cinéfilo Inconformista (2025) é uma curta (20 min.), documental, feita como complemento da prova final do Mestrado em Fotografia e Cinema na Escola Superior de Media, Arte e Design (ESMAD, Vila do Conde) do Instituto Politécnico do Porto, com o título Henrique Alves Costa e a Memória do Cinema Português , que o autor, Manuel Vitorino, está a divulgar com um entusiasmo particular, depois de uma carreira no jornali
António Roma Torres
22 de dez. de 20252 min de leitura
JUSTA - TERESA VILLAVERDE (2025)
PERDIDOS NUM FUMO DENSO António Roma Torres Talvez nunca o título de um filme tenha sido tão essencialmente justo. Justa é o nome de uma das protagonistas, criança em processo de maturação que interroga e responde, confia e duvida, sente e cala, perante a dimensão inenarrável da catástrofe. Não há justiça numa situação tão extrema como a que a afectou e ao seu círculo próximo, mas é a medida exacta, a proporção humana perante a dimensão natural de alta improbabilidade, de
António Roma Torres
19 de dez. de 20253 min de leitura
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Este é um Blog sobre cinema, particularmente o cinema português no período entre 1972 e a actualidade e sobre o cinema em exibição nas salas de cinema
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